sábado, 20 de outubro de 2012

Sonhos



Salmo 126:1

Introdução: a palavra sonho nos remete a várias imagens. Ela pode significar uma grande aspiração, um desejo motivador, ou mesmo uma utopia, algo além da realidade. Resumidamente, podemos dizer que existem dois tipos de sonhos. Primeiro, existem aqueles que sonhamos dormindo, que são motivados por razões muitas vezes desconhecidas. Mas também existem os que sonhamos acordados, aqueles que despertam a nossa alma, que invadem o território das idéias.

A proposta do nosso estudo é a abordagem do segundo tipo de sonho, aquele que desperta o coração adormecido.

1. Os sonhos nos mantêm vivos – alguém já disse que “o homem não morre quando deixa de viver, e sim quando deixa de sonhar”. Os sonhos regam uma mente infrutífera, eles fazem florescer o jardim da alma com idéias desafiadoras. Os sonhos nos fazem vislumbrar novas possibilidades, gerando esperança e nos tirando da mesmice.

Aqueles que param de sonhar, na verdade, estão abandonando o prazer de viver. Os sonhos são como um novo amanhecer, eles devem nos trazer as boas novas de um dia melhor. Eles despertam a vontade de lutar e conquistar o que ainda não foi alcançado. Sonhar faz parte da vida de gente que não se conforma, gente que pensa e se alimenta de uma visão.

2. Os sonhos enobrecem a vida – sem os sonhadores tudo seria sem graça, não haveria motivos para se viver, pois a beleza da vida está no colorido dos sonhos. São eles que nos falam de esperança, de perspectivas, de novos horizontes a serem visualizados, e que apontam para novas estradas. Quando um novo projeto surge, a nossa alma se eleva, pois os sonhos nos enobrecem. Imagine um mundo sem telefone, sem celular, sem computador, sem automóvel, sem avião, e tantas outras coisas que existem só porque alguém um dia sonhou com elas.

3. Sonhos nos fazem ver além do óbvio – acreditar que ainda vale à pena sonhar é para os que conseguem enxergar além do óbvio. Os sonhadores vêem onde ninguém viu nem consegue ver. Eles têm uma capacidade especial de enxergar as oportunidades, e se motivam com o que vêem. Por isso, os sonhadores desconhecem limites, pois os seus corações pulsam por conquistas.

Quando a maioria desiste por não ver, o sonhador persevera, pois no lugar da dor ele vê a alegria da conquista, no lugar do cansaço, ele vê a recompensa da vitória. Infelizmente, aqueles que não sonham são paralisados pelas dificuldades, pois tudo o que eles conseguem ver são os obstáculos. Todavia, o sonhador vai adiante por que vê mais que o óbvio.

4. Os sonhos desafiam a nossa fé – em quarto lugar, os sonhos nos tiram da nossa zona de conforto. Certamente, eles se constituem em grandes desafios, são excelentes exercícios de fé, pois tudo aquilo que foi visto previamente, promovido por uma visão, deve sair do campo das idéias e nos motivar a uma ação prática. Não basta simplesmente sonhar, temos que colocar a nossa fé a serviço da realização do sonho.

Conclusão: o ex-presidente americano Richard Nixon afirmou: “os covardes nunca tentam, os fracassados nunca terminam e os vencedores nunca desistem”. Um sonhador nunca se acovarda, está sempre tentando mais uma vez. Mesmo que surja uma aparente derrota, os sonhadores vêem naquele fracasso uma experiência vitoriosa a ser usada mais à frente com todo ardor.

Sonhe sempre, pois enquanto sonhamos, estamos lançando nesta terra as sementes mais lindas da vida. Um dia Deus sonhou com uma linda família. Sonhou comigo e com você, com a nossa salvação e transformação, e, por isso, a fim de que o seu sonho fosse realizado enviou Jesus.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Cura do Paralítico de Cafarnaum


Marcos 2:1-12

Introdução: A fama de Jesus percorria o país inteiro. Também os amigos do paralítico ouviram falar do Senhor e se prontificaram a levá-lo até Ele.

I. O Paralítico
a) Estava totalmente desamparado e não podia ir sozinho.
b) Era completamente dependente e foi carregado por seus amigos.
c) Estava interiormente e exteriormente na miséria – v.5

II. Os amigos do Paralítico
a) Eram cheios de amor fraternal
b) Tiveram grande fé
c) Estavam em quatro, um sozinho não conseguiria nada.
d) Eram em seu amor, criativos e incansáveis – v.4

III. O Grande Redentor
a) Ao primeiro olhar viu a fé dos carregadores – v.5
b) Depois olhou o enfermo – v.5
c) A fala amorosa de Jesus: “Meu filho” – v.5
d) Seu maior ato de amor: O perdão dos pecados – v.5
e) A palavra poderosa de Jesus: “Levanta-te e anda” – v.11

IV. A Multidão Perplexa
Aquele que foi trazido carregado por quatro homens, agora carregava a sua própria cama!

Conclusão: O perdão dos pecados traz vida e nova força para o serviço.  Ef  2:5,6; Jo 11:43,44; At 3:7,8; Rm 6:1-4; I TS 2:9. Somente o Senhor Jesus pode perdoar os nossos pecados.
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Deus de Aliança


Gênesis 17:1-10
Introdução: quando Abrão atingiu a idade de noventa e nove anos, Deus lhe apareceu e fez uma aliança com ele. Aliança é um dos princípios de Deus. Ele procura sobre a face da Terra aqueles que estão dispostos a assumir compromisso e levá-lo a sério. Portanto, jamais podemos esquecer que o Deus de Israel é Deus de aliança, Deus que firma pactos e os cumpre, e que espera o cumprimento da parte que nos cabe.

Lamentavelmente, o caráter falho do ser humano tem levado muitos a se esquecerem da aliança com Deus e com o seu povo. Sem compromisso não avançamos, sem aliança não conquistamos, pelo contrário, nos enfraquecemos. Não podemos seguir pelo caminho da conveniência, dominados pelo oportunismo da hora e descartar o relacionamento quando acharmos que não é mais interessante. 

Judas Iscariotes era um oportunista, pois sua aproximação do Mestre foi visando o benefício próprio. Quando lhe foi conveniente vender Jesus, ele não hesitou em receber as trinta moedas de prata. Quem assim anda, certamente será pego na sua própria cobiça, mas aquele que entende o valor da aliança e a segurança que ela representa para os filhos de Deus, certamente vencerá o tentador.

No estudo dessa semana, tomando a história de Abraão como base, e veremos como uma aliança se estabelece, o que exige de nós, e o que ela produz.

1. Uma aliança se estabelece na promessa – em primeiro lugar, entendemos que uma aliança se estabelece na promessa. No verso 2, Deus promete a Abrão uma multiplicação extraordinária. No verso 4, Deus reforça dizendo que Abrão seria pai de numerosas nações. Repare que, nesse mesmo versículo, Deus diz que a sua aliança seria com Abrão e por isso ele se tornaria pai de numerosas nações. Veja que a promessa da aliança é que faria isso no servo de Deus.

No verso 6, Deus promete fecundidade a Abrão, e também afirma que nações e reis procederiam dele. No verso 8, Deus promete dar a Abrão e a sua descendência a terra das suas peregrinações, ou seja, um território inteiro seria dele e dos seus descendentes. Entendemos que a aliança se estabelece na promessa porque a promessa estimula a fé. Deus promete para que a nossa fé seja exercitada, pois ela deve gerar ousadia na alma e nos fazer entrar no sobrenatural.
 
2. Uma aliança se estabelece no decreto – em segundo lugar, entendemos que uma aliança também é estabelecida sobre um decreto. No verso 1, Deus decretou uma exigência ao dizer que Abrão deveria andar na sua presença e ser perfeito. Vimos que a promessa serve para exercitar a fé. Então, qual é o papel do decreto? O decreto é dado por Deus para que a obediência seja testada. A obediência é condição irrevogável dentro de uma aliança. A desobediência quebra o pacto, por isso os desobedientes não permanecem na aliança. Entretanto, quando não guardamos os mandamentos de Deus, deixamos de desfrutar da sua bênção. 

3. Aliança exige mudança de mentalidade – em terceiro lugar, entendemos que a aliança exige uma transformação de mente. Não andaremos em aliança sem que os nossos pensamentos sejam transicionados. Paulo diz que a nossa transformação se dá pela renovação da mente (Rm 12:2), isto é, a mente velha não é compatível com o novo estilo de vida. Por isso, no verso 5, a Bíblia diz que Deus mudou o nome de Abrão para Abraão. Ou seja, Deus gerou uma nova identidade no seu servo. Abrão quer dizer “pai elevado” enquanto Abraão significa “Pai de Multidão”. Para um homem com noventa e nove anos que ainda não havia gerado um filho legítimo com sua esposa, a compreensão daquela aliança, com todas as suas promessas, exigia a construção de um novo pensamento. Portanto, deixe Deus transformar os seus pensamentos, permita que Ele lhe conceda um novo entendimento, para que você possa permanecer na aliança e desfrutar de tudo o que ela proporciona.

4. Aliança produz marcas – em último lugar, constatamos que aliança produz marcas. No verso 10, Deus ordena que todos os homens descendentes de Abraão fossem circuncidados. Eles teriam uma marca física que os identificaria como aliados do Deus Todo-Poderoso. 

A obra espiritual que Deus faz nos dias atuais não produz mais marcas físicas, mas a nossa alma e espírito recebem as marcas da aliança, fazendo com que os nossos sentimentos sejam entrelaçados e os nossos propósitos estabelecidos em unidade. Quando nos aliançamos com Deus e uns com os outros, Ele marca a nossa alma e, então, compreendemos que já não poderemos mais viver sozinhos, e que a sua presença e a companhia dos nossos irmãos são indispensáveis.