sexta-feira, 30 de março de 2012

Um coração aprovado para Honrar



Neste dia o Senhor quer tratar o nosso coração. Quem deseja mudar a sua história para melhor? Para que haja mudança, devemos primeiramente desejar e tomar uma decisão. Uma decisão muda tudo. Além de uma decisão precisamos de algo mais. Só a decisão não é o 100%. Junto com a decisão vem a expressão e a atitude.

Há momentos que temos que nos expressar e há momentos que teremos de tomar atitudes para que a decisão que tomamos traga mudanças na nossa historia. Pv 23:26

Quem é o dono do seu coração? Onde está o nosso coração? Já paramos para pensar se o nosso coração está verdadeiramente nas mãos de Deus? Entregamos o coração a Deus? Já fizemos isso? Entendimento, mente entregues ao Senhor? Uma mudança de história começa com o coração nas mãos do Senhor. Um coração nas mãos do Senhor pode ser um coração aprovado para honrar. Para honrar as vidas que andam conosco, no nosso discipulado, para honrar as pessoas que estão nos liderando, nos discipulando, líderes e pastores, pais. Somente os honraremos se honrarmos ao Senhor primeiro.

Só honra a esposa, o marido se primeiro honrar ao Senhor. Só honra a Deus quem lhe entregou o coração. Só posso honrar o meu líder se eu primeiramente honrar a Deus, se não consigo honrar aos líderes talvez esteja ciente que não estou honrando a Deus. Deus disse: Honra o teu Pai e a tua Mãe. Um mandamento deve ser honrado.

Porque então honro o pai e a mãe? Porque estou honrando a Deus e a sua palavra. O nosso coração está tendencioso a ser de nós mesmos. Ele é enganoso (Jr 17:9) e várias vezes egoísta. E um coração egoísta não está apto para honrar. Ef 1:18

Entendimento é o nosso coração. O Senhor está interessado em trazer luz para o nosso entendimento. Satanás só alcança corações órfãos de Deus. Todo coração tem um dono. Quem é o Senhor e dono do teu coração?O Senhor pede o coração aos seus filhos. Um coração pronto para honrar significa dizer que você está também aprovado como filho.

Sou filho de Deus quando o meu coração está pronto, preparado, aprovado para honrar, como o de Jesus. (Mateus 3: 17) – E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Este é o meu filho quem tenho alegria, que me dá prazer. Por quê? Porque honrou a Deus em todo o tempo.

1 Sm 13:11. Um homem que lhe agrada. Um coração ruim como o de Saul pode ser um coração que não agrada a Deus, não aprovado por Deus.

At 13:22 – Que fará toda a minha vontade.

Coração não é somente um órgão, mas a essência daquilo que Deus criou. Qual é a nossa essência? Será que Deus pode nos olhar e encontrar corações que lhe agradam? Ou corações dispostos a entregar-lhe o coração? Deus quer fazer uma troca conosco. Damos a ele o coração reprovado, que não sabe e não consegue honrar por um coração como o de Jesus. Um coração de honra.

Um coração pode estar: Dividido,contaminado.

Mateus 12:34 Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.

Do coração procedem os maus desígnios. Mt 15:19 – Mc 7:21 A desonra nasce no coração. A desonra é a mentora de todas as tragédias. Um coração de honra traz a luz as obras de Deus consolidadas em sua vida. Hoje Deus vai lhe dar um coração aprovado. Hoje Deus ao trocar o teu coração consolidará as obras Dele não somente em sua vida, mais também na sua casa, no seu casamento, na sua célula.

Conclusão: Precisamos de um coração de honra e aprovado para quando a benção de Deus for desatada não tenhamos dificuldades de crescer com elas em nossas vidas. Você precisa ter um coração de honra, um coração aprovado, um coração comprometido com Deus e que tem a essência dEle. Você tem a essência de Deus. Troque o seu coração por um coração decidido a mudar sua historia de vida

terça-feira, 27 de março de 2012

O Levita na Casa do Senhor


Todo Levita é um Sacerdote

Introdução

Em Gn 49.5-7, vamos encontrar um momento especial e de muita importância para o ministério levítico. Esse momento fala do instante em que Jacó dá a bênção aos seus filhos antes de morrer e um desses filhos, é claro, é Levi.

1 - Toda Bênção é condicional, assim como toda maldição

1.1 – Se ouvimos a voz de Deus temos um decreto.

DT 28:1 - E SERÁ que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.

DT 28:2 - E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do SENHOR teu Deus;

1.2 – Se não ouvimos a voz de Deus temos outro decreto.

DT 28:15 - Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão:

2 – O Arrependimento genuíno quebra maldições

2.1 – O momento da Bênção de Levi

(Gn 49.5 – 7)

GN 49:5 - Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de violência.

GN 49:6 - No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte; porque no seu furor mataram homens, e na sua teima arrebataram bois.

GN 49:7 - Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura; eu os dividirei em Jacó, e os espalharei em Israel.

A bênção de Jacó sobre Levi estava condicionada à uma postura anterior que desagradou, profundamente, a Jacó e, como conseqüência desses atos, Levi e Simeão foram separados pela bênção de sue pai Jacó. Agora essa bênção parecia mais com maldição do que bênção. Por quê? Porque Levi e Simeão eram muito unidos, estavam sempre juntos para defender a honra da família.

2.2 – A maldição é quebrada

Toda bênção é condicional assim como toda maldição, portanto no momento em que Moisés subiu ao monte Sinai para buscar a direção de Deus para o povo, que havia saído do Egito, houve quebra de princípios e o povo desviou sua adoração a Deus e passou a adorar um Bezerro de Ouro. Porém, uma tribo não se contaminou com o bezerro. Qual foi? Levi. Daí, o decreto de maldição que estava sobre eles fora anulado. E vemos a, verdadeiramente, a bênção de Deus repousar sobre os levitas.

Lv 8.1-13 – Fala sobre a unção de Aarão

Tenda da Cingregação – lugar da habitação de Deus, onde Deus falava face a face com Moisés.

Éfode – veste usada pelo sacerdote para ministrar a adoração. O sacerdote não podia adorar a Deus sem o Éfode. (Ex 28.4) Era feito de ouro, de jacinto, de púrpura, de escarlata duas vezes, de linho retorcido, obra de várias cores, com duas aberturas em cima, uma de cada lado, aos quais se tornam a unir, cobrindo a frente e as costas. Também possuía duas pedras cornelinas, tendo gravados os nomes dos filhos de Israel, sendo seis em cada uma. Nele se achava o Urim e o Tumim. Davi fez uso dessa veste para consultar a vontade de Deus, que queria dizer: JUSTIÇA E VERDADE (Ex 28.30)

Nm. 3.6-9 – A tribo de Levi é colocada diante de Aarão para funções sacerdotais;

Dt 10.8 – a tribo de Levi é separada para levar a arca do concerto do Senhor;

Dt 33.8-11 – Fala sobre a Bênção de Levi, verdadeiramente. Porque amaram a Deus em primeiro lugar, receberam a sua porção. Com queremos dizer que nenhum decreto que ceio sobre você é maior do que o sangue do Cordeiro Yeshuah, pois se andamos com Ele e o colamos em primero lugar (Mt 6.33), todas as bênçãos do Senhor virão sobre nós (Ef 1.3).

3 – Todo Levita é um Sacerdote – com isso que vimos podemos afirmar que todo levita é um sacerdote, logo todo sacerdote é um levita e como sacerdote o levita tem funções próprias de um sacerdote.

1. Levar o povo à libertação – Ex 12.37 – saída do Egito;

2. Tirar o povo do leprosário – Lv 14.1-32;

3. Ministrar Cura par todas – Ex 30.10;

4. Liberar um óleo novo sobre a cabeça – Ex 30.30, Lv 8. 1-13; Moisés unge a Arão e todos os seus filhos. Só receba unção de quem tem testemunho de autoridade profética conferida.

5. Marcar o povo com uma nova identidade – Nm 3; os levitas recebem uma nova identidade e passam a ser referência para todo o povo de Israel. Todos os padrões de vida do povo foram estabelecidos através dos levitas. (2 Co. 5.17)

6. Trazer graça e vida para a comunidade – Lv 16.15-28; Quando o sacerdote faz sacrifício pelo povo, para trazer-lhe vida; Jô 10.10,11; Jesus como Sumo Sacerdote nos deu graça e vida abundante;

7. Trazer um padrão de excelência – I Pe 2.5-10; Sacerdotes Reais;

8. Ministrar quebrantamento e nova unção - Sl 51.17; fala sobre o coração quebrantado que não será desprezado por Deus.

9. Arrancar o povo das trevas e plantar na luz – I Pe 2.9;

10. Fazer conhecido o nome do Senhor – Sl 76.1; Davi, como adorador, fez o nome do Senhor conhecido;

11. Devolver o povo a Jerusalém – Sede da bênção, de onde flue a palavra de vida, local de visão aberta. Sair das bases de Roma e voltar para Jerusalém. Como? Restaurando as festas do Senhor.

12. Plantar o povo na terra – É função do sacerdote levita plantar o povo na terra. Moisés recebeu de Deus essa missão, mas quem plantou o povo na terra foi Josué. Dt 3.23–29;

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Korban da Honra no ministério levítico



O ministério levítico é repleto de muitos ensinamentos. Não há como ler sobre os levitas na Bíblia e não ser impactado por tamanha responsabilidade com o Altar e todos os utensílios e serviços do Tabernáculo. Dentre esses serviços, havia um que quero destacar como especial. Falo da entrega e consagração das ofertas no Santuário. Com isso, vamos entender um pouco mais sobre Korban e o ministério levítico

Existe uma visão distorcida sobre levitas em nossos dias. Usar o termo ‘levita’ não é uma ‘gíria gospel’, nem, como muitos dizem, uma tentativa de retorno ao Velho Testamento, muito menos, em um sentido ainda pior, ‘costurar o véu de separação do santo dos santos’. Não é nada disso! A Bíblia é um livro completo. Os chamados ‘pais da Igreja’ dividiram-na em dois momentos: Velho Testamento e Novo Testamento, ou ainda, Primeiro Testamento e Último Testamento. Não podemos falar do novo e esquecer o velho, do último e esquecer o primeiro, assim como não podemos anular ou apagar a história. Contudo, o essencial é que a Bíblia é um livro de PRINCÍPIOS. Falar sobre levitas, é falar de princípios espirituais que não podem ser esquecidos em nossos dias, dentre os quais um é destacado: SANTIDADE.

Os levitas não eram pessoas com uma vida folgada. Não eram ‘boêmios’. Não eram ídolos nem idolatrados, mas eram verdadeiros servos; trabalhadores do Templo. Cumpriam seus horários à risca e tudo o que faziam tinha uma direção: “Ao Eterno, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás” (Lucas 4:8; Mateus 4:10). Eram ofertas vivas para Adonai.

Quero falar sobre três palavras desse tema, pois já mencionei um pouco dos levitas. São elas: Ministério, Korban e Honra, assim entenderemos melhor o que tudo isso quer dizer em nossos dias. Sei que alguns, os chamados religiosos, logo se levantarão contra, sem ao menos se dar ao trabalho de ler ou ouvir sobre o assunto. Contudo, existem outros muitos sedentos em aprender mais e dedicar suas vidas a serviço do Reino de Deus.

1. Ministério

Ministério é o mesmo que serviço, ofício, missão. No grego, a palavra é leitourgia, isto é, liturgia. Usamos tanto essa palavra no nosso meio e, muitas vezes, nos esquecemos do verdadeiro significado. Ministério é serviço, é uma obrigação a cumprir, é um ritual, algo que fazemos continuamente. Há uma expressão hebraica que traduz bem o entendimento bíblico sobre serviço. A expressão é: Avodah Ha’shem. Avodah (serviço), e hashem (ao nosso Deus). Está ligado a Avodat Ha’shem e Ahavat Ha’shem, ou seja, a serviço de Deus por amor. Nosso entendimento de ‘obrigação’ é algo ligado à carga, peso. Entretanto, o entendimento bíblico sobre isso é: NUNCA PERDER O FOCO, o alvo. Para quem estamos fazendo? Ainda que mereça e necessite de todo o nosso esforço, não podemos perder o foco, ou seja, o nosso Deus. Tudo o que fazemos é para Ele. “... porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:36)

2. Korban

Korban é o foco central do que estamos aprendendo estes dias. Portanto, não vou explorar muito, mas apenas deixar uma linha básica sobre ela. Korban é uma palavra de origem hebraica e aramaica, chegando ao grego com a mesma transliteração, inclusive no português. É traduzida como: um dom oferecido; uma oferta dada; um tesouro para Deus; um tesouro sacro ou santo. Voltamos ao mesmo princípio: oferta, santidade, entrega, dom. Como seria bom que todos aqueles que ministram no Altar entendessem isso! Falar sobre Korban nos deixa sedentos por uma geração que entenda e viva os princípios ligados à essa palavra. Existem outros contextos de uso da palavra, mas quero apenas esclarecer, dentro do nosso tema, a ligação dessa palavra com o ministério levítico. Se Korban é dom, é oferta, é entrega, onde está essa entrega? Onde está essa oferta em nossos dias? Por que ainda nos deixamos ser seduzidos por coisas passageiras que não apontam para o céu? Dizemos que nosso alvo é Cristo, e até cantamos isso com tanta intrepidez, então por que não vemos o resultado disso? Quero que você medite sobre o assunto, pois tenho me perguntado: Onde está a Igreja de Cristo, do Mashiach, a Igreja do Ungido? Empolgamo-nos com a bênção de Deus e nos esquecemos do Deus da bênção. Alegramo-nos com os feitos de Deus e nos esquecemos do Deus que faz, que Ele opera milagres.

3. Honra

Originalmente, em hebraico é kabowd ou kabod. Kabod significa honra, glória, riqueza, esplendor, dignidade, reverência. Alegra-me saber que estamos aprendendo mais sobre honra. De fato, tudo o que fazemos está ligado direta ou indiretamente ao princípio da honra. Honra é uma semente e, ao ser plantada, certamente produzirá frutos que trarão grandes benefícios para todos nós.

Porém, preciso dizer que desonra também é uma semente e seus resultados não são animadores. Para mim, um dos episódios mais tristes registrados na Palavra de Deus fala sobre desonra. Em I Samuel 4:12-22 é relatado o momento em que o Sumo Sacerdote Eli desonra a Deus por não manter sua casa no princípio da santidade, tendo seus filhos fora dos ensinos da Torah. Israel perde a batalha para os filisteus, mas o pior é o que vem como consequência da desonra. Morrem os filhos Hofni e Finéias, o Sumo Sacerdote Eli, um levita, filho de Ithamar, e também sua nora que, entra em trabalho de parto, não resiste e morre, e seu filho recebe o nome de Ikabowd, que quer dizer: a glória de Deus se foi; a honra de Deus se foi de Israel.

Ao ler esse texto, vem-me um profundo temor. Creio que não existe coisa pior do que ser honrado por Deus, sair do propósito e, como consequência, ser desonrado e morrer. O que isso quer dizer? Podemos ser escolhidos por Deus, ministrar debaixo de Sua autoridade, unção, mas se sairmos do princípio da HONRA A DEUS, podemos colher Ikabowd, e saber que a glória de Deus se foi da nossa vida, do nosso ministério, da nossa Igreja; podemos colher a morte ministerial, a morte dos sonhos que um dia foram tão vivos, mas que, por desonra a Deus, podem ser exterminados.

O Korban da honra no ministério levítico é uma chamada à reflexão dos princípios que regem esse ministério tão lindo, tão honrado, tão apaixonante, mas que, se não for observado com responsabilidade, pode facilmente ser destruído. É hora de sair da meninice, da imaturidade, da carnalidade que rege o coração de muitos, e seguir em direção ao verdadeiro propósito da nossa vida e chamada vocacional: AO ETERNO TEU DEUS ADORARÁS E SÓ A ELE SERVIRÁS. Que Sua misericórdia que não tem fim nos cubra, e nosso coração se volte, cem por cento, para o Deus Altíssimo.