sábado, 19 de novembro de 2011

HANUKAH - Festa das Luzes

Existe um milagre à sua espera

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela... a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo... E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” (Jo 1:1-14)

A Festa de Hanukah é a Festa da Dedicação, a Festa das Luzes, cuja chamada é: na Tua luz, veremos a luz, tudo ficará debaixo da luz.

Na parábola das dez dracmas, o requisito básico para que aquela mulher encontrasse a dracma perdida foi acender a luz (Lucas 15). Encontraremos algo que perdemos quando acendermos a luz. Essa parábola fala do resgate da nossa identidade. A mulher é a figura da Igreja que, com diligência, procura a dracma perdida.

A Igreja é responsável por varrer, tirar a sujeira e acender a lamparina para, com diligência, encontrar o que estava perdido. E quando ela encontrar, não guardará apenas para si, mas convidará seus vizinhos e repartirá sua alegria.

Essa dracma perdida tem um valor espiritual que é a visão. E Deus nos convoca para que retornemos à visão original. Mas, para tirar toda a sujeira, é necessário luz, porque sem a luz podemos varrer e jogar fora coisas que são boas. Então, o conselho é: acenda a sua lamparina para encontrar a visão. Nunca vamos ter a visão com a lamparina apagada.

Por que Deus quer que acendamos a luz do Senhor? Porque quando a luz é acesa, tudo é denunciado. Deus quer que a luz se acenda para que haja denúncia. A sabedoria, o conhecimento e a revelação só virão quando a luz dos olhos do espírito se abrirem. Quando falamos da festa de Hanukah, debaixo da luz do Senhor, o que Deus está querendo nos mostrar? Que Ele vai denunciar todas as trevas.

A Festa de Hanukah é a Festa da Dedicação. Isso porque o povo de Israel precisava consagrar novamente o templo que havia sido profanado com a presença de deuses pagãos em seu interior. O altar foi contaminado com sacrifícios pagãos e uma grande perseguição se levantou contra o povo de Israel (168 a.C).

Porém, uma pequena parte do povo se levantou contra aquela profanação, arrancou todo o nível de imundície que havia sobre o altar e começou o processo de reconsagração do templo, que durou oito dias. Porém o azeite havia sido profanado. Existia apenas uma porção não contaminada, mas era pequena e serviria para apenas um dia. O milagre é que a menorah ficou acesa por oito dias.

Todos celebraram o milagre da Hanukah que significa o clamor de um povo: Deus, que a tua luz permaneça acesa. O primeiro braço da Menorah obrigatoriamente precisa ficar aceso porque é ele que dá luz para os outros. Ele estava aceso e passou luz para os outros. Jesus é a Luz que dissipa as trevas, Ele é a Luz que alumia toda a humanidade (João 1).

Na Festa de Hanukah o povo de Israel recebeu suprimento de óleo para os oito dias necessários para a purificação. Hanukah significa luz acesa, consagração debaixo da luz, separação para santificação ao Senhor, dedicação a Deus.

A Festa de Hanukah é o momento de dedicação, de consagração de tudo que pertence ao Senhor. É momento de entendermos que não devemos profanar aquilo que pertence a Deus. Devemos colocar a herança do Senhor de volta no Seu altar e arrancar toda herança do inimigo.

Em Hanukah, devemos pedir do Senhor óleo novo, uma nova unção para consagrarmos nossas vidas, nossas casas, nossas famílias ao Senhor. Cremos que, nestes dias, os milagres de Deus alcançarão a sua vida e a luz do Senhor permanecerá acesa para sempre na sua Família.

Hag Sameah! Feliz Festa de Hanukah

Bem maior do que pensamos

Atos 16:22-34

Introdução: o estudo dessa semana é baseado numa história protagonizada por Paulo e Silas, discípulos de Jesus, que enfrentaram uma grande oposição das trevas quando anunciavam o Evangelho na cidade de Filipos. Eles foram lançados na prisão, depois de serem açoitados, porque libertaram uma moça de um espírito maligno. O desenrolar da história é extremamente inspirador, e nos motiva a continuar firmes quando as coisas parecem fugir do nosso controle.

1. O Reino estava em primeiro lugar – Paulo e Silas estavam presos em Filipos por causa do evangelho. Os açoites e a prisão foram conseqüência da pregação do Reino. Uma jovem possessa de um espírito de adivinhação, todos os dias ia atrás deles dizendo que eram servos do Deus Altíssimo e anunciavam o caminho da salvação. Como isso se repetia diariamente, Paulo voltou-se para ela e ordenou que o espírito a deixasse. Vendo que estava liberta do demônio, os donos da moça que ganhavam dinheiro com ela, sabendo que não teriam mais lucro com aquele demônio, agarram Paulo e Silas e os arrastaram até a praça, à presença das autoridades. Eles foram acusados de perturbação, e depois de açoitados com varas pelos pretores romanos, foram lançados na prisão.

Os interesses do Reino estavam em primeiro lugar na vida de Paulo e Silas. A razão daquele infortúnio foi o compromisso deles com o projeto de Deus. Quando colocamos o reino em primeiro lugar, quando vivemos para que o reino seja estabelecido, certamente sofreremos oposição das trevas, seja ela patrocinada pela ganância dos homens ou não. Todavia, é fato que a oposição virá. Entretanto, sabemos que as lutas advindas da nossa tomada de posição fazem parte do processo, mas não têm a palavra final. O desenrolar desse episódio deixa claro isso, as batalhas estão no meio da caminhada, mas a vitória no final.

2. Pagaram o preço da injustiça – em segundo lugar, considere que Paulo e Silas foram açoitados e presos injustamente. Muitas vezes, deixamos de colher os frutos, porque não suportamos ser injustiçados. Pagar esse preço não é lá muito fácil; isso porque a nossa razão sempre quer falar mais alto. Quantas vezes perguntamos: “O que é que eu fiz pra merecer isso?”

A questão não é essa. A questão é: confiamos ou não confiamos no Deus que dá rumo à vida? Se nos entregamos nas mãos de Deus, se estamos no propósito de ter o reino em primeiro lugar, quaisquer situações desagradáveis que tenhamos de enfrentar, daquelas que consideramos injustas, na verdade estarão requerendo de nós esse preço. Porém, pelo desenrolar dessa história, entendemos que vale a pena pagar esse preço, pois o resultado é muito maior do que podemos imaginar.

3. Não buscaram explicações – em terceiro lugar, diante do inexplicável não buscaram explicações. Simplesmente, por volta da meia-noite os dois discípulos de Jesus oravam e cantavam louvores a Deus. Isso é tremendo! Quantas vezes usamos o nosso tempo querendo entender as injustiças que estamos sofrendo ao invés de orar e adorar. Independentemente do que Deus vai fazer, orar e adorar é nossa função. Se você não está entendendo o momento que está vivendo, dedique-se à adoração e à oração. Não há nada mais nobre e funcional nessa hora para fazer.

4. Deus abalou as estruturas da impiedade – como resposta às orações e aos louvores, um terremoto sobreveio, os alicerces da prisão foram sacudidos, as portas se abriram e soltaram-se as cadeias de todos. Que resposta poderosa! Quando nos sujeitamos a Deus, confiando que, mesmo momentaneamente injustiçados, Ele está cuidando de nós, e, mesmo sem razão aparente para fazer isso, oramos e adoramos ao Senhor, certamente as estruturas da impiedade que tentam nos prender cairão por terra.

5. Descobriram que havia um projeto maior por trás do sofrimento – após o terremoto, o carcereiro despertou do sono, e vendo as portas abertas, pensou que todos haviam fugido. Então, lançou mão da espada e quis suicidar-se. Mas Paulo bradou em alta voz, revelando que todos estavam lá. O carcereiro entrou trêmulo no cárcere e prostrou-se diante de Paulo e Silas. Depois de trazê-los para fora quis saber o que deveria fazer para ser salvo, ao que responderam: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”. E pregaram a palavra para todos os de sua casa, e naquela hora da noite eles cuidaram dos discípulos de Jesus, lavando os vergões dos açoites, e em seguida toda a família foi batizada.

Conclusão: Que história tremenda! Na estrutura, essa pode ser a nossa história. Se nos sujeitarmos à vontade do Senhor, podemos descobrir lá no final que por trás do sofrimento há um projeto de Deus bem maior do que podíamos imaginar. Portanto, seja um proclamador do evangelho, coloque o reino em primeiro lugar, anuncie a salvação em Cristo Jesus, pois Deus tem projetos tremendos que incluem você.



Posicionamentos de bênçãos

Ester 4:14

Introdução: quando os judeus estavam cativos na Pérsia, aproximadamente 500 antes de Cristo, nos dias do rei Assuero, a rainha Vasti foi deposta e uma nova rainha foi colocada em seu lugar. A nova rainha chamava-se Ester. Ela era judia, porém, ninguém sabia disso na corte. Ester era órfã e foi criada por um primo mais velho chamado Mordecai. Ele era temente a Deus e não se curvava diante de deuses ou homens. Essa atitude gerou um grande problema para ele e seu povo, porque um dos homens mais importantes do reino persa, chamado Hamã, que recebia honras como príncipe, passou a odiar Mordecai por ele não se inclinar nem se prostrar diante dele quando passava (3:5). Foi então que Hamã, fazendo intriga no palácio, propôs ao rei Assuero um decreto que exterminaria todos os judeus que estavam espalhados nas províncias do seu reino. A data do extermínio foi marcada e a contagem regressiva começou (3:13).

Quando Mordecai, o judeu, ficou sabendo do decreto de morte que estava sobre ele e seu povo, rasgou as suas vestes e se cobriu de pano de saco e cinza, saiu pela cidade e clamou com grande amargura. Depois enviou um recado à prima que ele criara e que agora era rainha, a fim de que intercedesse pelo seu povo diante do rei Assuero. Ester manda avisar ao seu primo que há trinta dias não era chamada pelo rei, e que qualquer homem ou mulher que entrasse no pátio interior para avistar-se com o rei sem ser chamado, não havia outra sentença a não ser de morte para essa pessoa. A menos que o rei estendesse o seu cetro de ouro que deveria ser tocado na ponta como sinal do favor do rei (4:11).

Às justificativas de Ester, Mordecai manda-lhe um novo recado dizendo que era hora dela se posicionar. Se ela se calasse, certamente prejuízos viram sobre ela mesma. No estudo dessa semana, veremos que o nosso posicionamento desata as bênçãos de Deus. Quando assumimos a postura devida, Deus estendera a sua mão para reverter decretos malignos e estabelecer decretos de bênção.

1. Não podemos perder a oportunidade – no verso 14, Mordecai diz para Ester que se ela se calasse, Deus levantaria socorro de outra parte. Mordecai sabia que Deus não abandonaria o seu povo e de alguma forma o livramento viria. Isto é, o posicionamento de Ester iria fazer história, se ela não fizesse nada, estaria jogando fora a oportunidade da sua vida. Quando não nos posicionamos e nos calamos, as oportunidades passam e Deus as dará a outros que lhe ouvirem e tiverem a ousadia necessária para agir.

2. Não podemos comprometer o nosso futuro – depois de avisar Ester que de alguma forma Deus daria livramento ao seu povo, Mordecai diz que ela e a casa de seu pai é que pereceriam. Quando não nos posicionamos, comprometemos o nosso futuro e o futuro da nossa descendência. Quantas vezes ficamos quietos, quando precisamos repreender um filho. Quantas vezes deixamos que as mágoas e a falta de perdão dominem a nossa alma, e nos calamos ao invés de buscar o acerto. Quantas vezes nos calamos no ambiente de trabalho, quando alguém se opõe à nossa fé e desrespeita ao nosso Deus. Quando nos silenciamos e não nos posicionamos, interrompemos o fluir da bênção e comprometemos o nosso futuro.

3. Não podemos desonrar o propósito de Deus – depois, Mordecai faz Ester considerar que Deus havia lhe colocado no palácio exatamente para aquele momento. Ou seja, Deus tem plano com as coisas, até mesmo aquelas que são desconfortáveis para nós. Ele não é o Deus do acaso, mas do Deus de propósitos e estratégias. Quanto a nós, quando nos posicionamos honramos a Deus com a nossa atitude. O nosso posicionamento é o amém que Ele quer ouvir.

4. O posicionamento libera a bênção – depois de receber o conselho de seu primo, Ester toma a decisão de se apresentar diante do rei Assuero, ainda que isso pudesse lhe custar à vida. Porém, antes de ir, ela se prepara e pede a Mordecai que convoque todos os judeus para três dias de jejum sem alimento e sem água em seu favor (4:16). Ela e suas servas também jejuaram, e debaixo de cobertura espiritual, com ousadia entra no pátio interior do palácio para se avistar com o rei, que lhe estende o cetro, lhe concede o seu favor, oferecendo-lhe até a metade do seu reino (5:2, 3).

O posicionamento de Ester fez com que Deus liberasse a bênção. O decreto de perseguição e morte aos judeus foi revertido. Hamã, o inimigo de Mordecai e do povo judeu foi enforcado. E, no tempo em que o povo estaria sendo exterminado, a festa de Purim foi estabelecida (9:26). Creia nisso amado (a)! No seu posicionamento Deus vai converter o pranto em festa, onde você irá celebrar a sua vitória.