sábado, 30 de outubro de 2010

Pequenos, mas, poderosos.




Texto-Chave: Provérbios 30:24-28

Introdução: Muitas vezes justificamos nossa falta de sucesso e prosperidade, dizendo que somos fracos e limitados. Neste texto, Salomão usa a maravilhosa sabedoria que Deus lhe deu para nos ensinar sobre virtudes que podem nos fazer vencedores, ainda que sejamos pequenos e débeis. Para isso ele usa a figura de quatro pequenos animais, capazes de grandes proezas. Vamos ver o que as formigas, os arganazes (coelhos selvagens ou querogrilos), os gafanhotos e as lagartixas (gecos) têm a nos ensinar:

1) AS FORMIGAS NOS ENSINAM SOBRE PLANEJAMENTO - vs. 25 - Salomão destaca a formiga por sua capacidade de antecipar-se, de trabalhar duro no verão estocando comida para depois, no inverno, não morrer de fome. Esse planejamento faz com que, nos tempos em que não é possível produzir, haja suprimento.
# Pv 6:6-11 - Deixar para depois ou para a última hora é uma terrível característica na vida de muitas pessoas e a Palavra de Deus confronta isto. O servo de Deus deve aprender a antecipar-se, a trabalhar duro enquanto pode para ter os frutos quando tempos difíceis lhe sobrevierem.
# Outras qualidades das formigas: Esforço (é proporcionalmente o animal mais forte que existe, pois carrega folhas e objetos que têm muitas vezes o seu peso), organização, solidariedade.

2) OS ARGANAZES NOS ENSINAM SOBRE ESTABILIDADE - vs. 26 - O arganaz (algumas traduções dizem querogrilo ou coelho) era uma espécie pequenina de coelho selvagem que habitava nas fendas das rochas. Por isso Salomão o usa como modelo de investimento em segurança e estabilidade. Era sua disposição de fazer a casa nas rochas que o protegia dos predadores muito maiores que ele.
# Mt 7:24-25 - Precisamos edificar nossa vida sobre a rocha, que é a palavra de Deus. Se não investirmos em conhecer e viver a Palavra, estaremos à mercê dos problemas e poderemos ver nossa vida (pessoal, familiar, profissional, ministerial) desmoronar.
# Precisamos nos esforçar para conquistar situações de estabilidade, assim como os arganazes se esforçavam para viver nas rochas. Há coisas que podem trazer estabilidade financeira (ser fiel nos dízimos e ofertas, valorizar o trabalho que temos, ter sempre uma reserva/poupança para momentos de emergência), estabilidade familiar (investir na educação dois filhos, tempo de qualidade em casa), estabilidade ministerial (lutar e ser fiel para conquistar um espaço num grupo de doze ou manter o espaço conquistado).

3) OS GAFANHOTOS NOS ENSINAM SOBRE UNIDADE - vs. 27 - Os gafanhotos são um modelo de unidade, pois sempre estão em bando e por esta característica têm um alto poder de destruição. Sua força está na unidade! Isso ressalta a importância de fazermos parte de uma grande igreja e nos movermos na mesma direção para grandes conquistas, causando estragos no reino das trevas.
# Pv 18:1 - O crente que escolhe a solidão, que não se envolve nos movimento da igreja está se levantando contra a sabedoria de Deus.
# Gn 11:6 - Se quisermos grandes conquistas, temos que abrir mão do egoísmo, dos gostos pessoais e andar em unidade, falando a mesma língua dos nossos líderes.

4) AS LAGARTIXAS NOS ENSINAM SOBRE OUSADIA - vs. 28 - O último animalzinho tomado como modelo por Salomão é o geco (uma espécie de lagartixa). Embora pequeno, ele se introduz onde quer, inclusive nos palácios dos reis. Isso fala de ousadia, de não ser tímido, de ambicionar coisas grandes em Deus e escalar os obstáculos para conquistar novos espaços.
# I Co 1:28 - Temos o respaldo de Deus para grandes proezas. Ele tem uma predileção por usar os pequenos e frágeis.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ritmos e Estilos Musicais


Bem, é sabido que quando toca-se no assunto sobre ritmos e estilos, pisa-se em terreno muito delicado. É verdade que somos constantemente confrontados por alegações imprecisas, questionamentos sem fim e um sem número de afirmações ausentadas de embasamento bíblico ou científico. Com poucas dificuldades, encontramos pessoas classificando ou separando os ritmos, suas velocidades e variações, em algumas colunas, que de certo modo, demonstram a falta de sabedoria e instrução bíblica de seus "criadores"!
Pensando na sinceridade, na boa vontade e na busca pela verdade, é necessário que se responda às pessoas, os questionamentos: Deve haver um estilo musical padrão para usarmos na igreja? Podemos empregar cânticos mais "acentuados"? Há estilos dos quais Deus não goste? O que as Escrituras nos dizem à respeito? Bem, estas são algumas perguntas que pessoas têm nos questionado freqüentemente, que muitas vezes causam discussões e sem exagerar, divisões no Corpo de Cristo.
Antes de mais nada, vamos fazer um estudo do livro de Salmos, que é o chamado "cancioneiro da liturgia no Novo Testamento". Um estudo mais profundo nos leva a crer que existiam os salmos mais "agitados" e os mais "calmos", dependendo da ocasião. Evidentemente, entoar um salmo de tristeza em tempo de festa, nos parece incorreto, assim como, entoar um salmo de júbilo numa ocasião de adoração ou arrependimento, a mesma coisa. Aqui está um ponto crucial! Deve-se usar o bom senso para não haver incoerência na escolha dos cânticos. A inobservância deste aspecto pode nos levar a executar estilos musicais nas horas impróprias! Cânticos de alegria, podem e devem ser cantados em ocasiões alegres, assim como em outras situações, diferentes estilos.
A impossível não nos vir à tona a questão do preconceito. Hoje em dia, ainda há muitas pessoas classificando os ritmos em diabólicos, macabros, impróprios, malignos, infernais e tudo o que for de ruim, mesmo sem ter conhecimento algum sobre o assunto ou mesmo sem conhecer a história do próprio ritmo. Li alguns dias atrás, num fórum de opiniões, um irmão que condenava o ritmo blues, dizendo que ele originava do paganismo. Quanta ignorância! De longe já se percebe que este irmão não conhece a história do blues e nem gostava do blues, por isso o condenava. Isto acontece com muitos outros estilos. Tem irmão até condenando a variação deles ou ritmos similares. Por exemplo: tem gente que gosta de jazz mas condena o blues, tem irmão que gosta de funk mas condena o rap, tem irmão que gosta de MPB mas condena o samba, etc. Você consegue perceber alguma incoerência nisto?
A nossa ojeriza quanto a alguns estilos musicais podem nos levar a tomar certas atitudes bobas e impensadas. Meditem comigo: é muito fácil a gente dizer que uma coisa é maligna quando a gente não gosta ou não concorda com ela. Seguindo a mesma idéia, é muito fácil uma pessoa dizer que o Rock não é de Deus, quando ela não gosta de Rock. Mas aí você pergunta: "Porque que o rock não é Deus?" aí o irmão "sabiamente" responde: "Não sei! Só sei que não é de Deus!". É um problema sério quando os irmãos não sabem discernir o "não gostar no estilo" (que varia de pessoa para pessoa), do estilo "diabólico" (como costumam tachar)!
É necessário ressaltar que na Bíblia, NÃO há qualquer referência sobre ritmo "diabólico" ou ritmo que Deus não se agrade. Ela nem mesmo contém alguma história onde um ritmo foi consagrado ao Diabo ou utilizado apenas no paganismo. Na verdade, ela não esclarece este assunto em nenhum momento. Creio que Deus dá mais importância a outros aspectos (como a mensagem que a música trás, por exemplo) do que o ritmo em si. E aqui devemos relevar a inocência do ritmo. Ele é apenas um conjunto de batidas, ou a volta periódica de tempos fortes e fracos, que podemos executar até com nossas próprias palmas. Você já imaginou alguém dizer que você está executando um ritmo "diabólico" com suas palmas??? Isto demonstraria um ato de infantilidade, de ingenuidade e de certo modo, engraçado!
A questão da diferença de estilos entre as igrejas também deve ser tratada neste artigo, porque aqui mora um perigo. Muitos irmãos que acham que apenas os ritmos utilizados em suas igrejas são os corretos. São irmãos orgulhosos que muitas vezes acabam magoando outras pessoas, para defender seus gostos musicais, mesmo sem ter o menor embasamento bíblico. Teve um irmão que disse que só os hinos da harpa eram inspirados por Deus, o restante não. Veja a que ponto chegamos!!! Há igrejas que defendem o ritmo sertanejo, há outras que defendem o reggae, há outras que defendem o rock, e há outras que dizem que devemos entoar unicamente os cânticos que têm persistido por alguns séculos, como Aleluia, Foi na Cruz, etc. Muitos pensam que apenas estes ritmos são os certos, ou apropriados para usar na igreja. Mas todos devem saber que nos tempos bíblicos estes ritmos nem existiam... tudo era totalmente diferente do que temos hoje. Se formos fazer o "correto" deveríamos imitar a Davi que entoava cânticos em versos poéticos ou igual ao povo de Israel, onde os cantores faziam declarações de louvor e o povo respondia logo após (declaração e resposta), ou finalmente seguirmos a liturgia do Novo Testamento, cantando apenas os salmos, sem a presença de instrumentos musicais!!!
Não existe um ritmo certo para se louvar a Deus!!! Ele nos permitiu ter toda essa variedade de batidas assim como a liberdade de escolher os ritmos mais apropriados para determinadas ocasiões: quebrantamento, júbilo, guerra... Pode ter certeza que nenhuma igreja possui o estilo rítmico mais correto perante Deus e pode ter certeza de que isto não é uma das Suas grandes preocupações! Meu querido irmão, antes de terminar este artigo te peço que, se você tem alguma dúvida com relação aos ritmos que você utiliza em sua igreja, peça direção a Deus e espere a Sua resposta. E acrescento, se você não tem o mesmo gosto musical que o teu irmão tem, não entre em discussões sem fim, mas tenha paciência e aceite-o como ele é, pondo o amor de Cristo e o respeito acima de todas as diferenças que nós temos, inclusive as musicais!!! Louvado seja Deus!!!
Pr Josué

Culto Profético ao Rio Grande do Sul - 20 de Setembro